17/09/2014

Momento poético #1

A difícil arte de detectar arte



Hoje qualquer um pode ser poeta? O que uma composição necessita para ser qualificada como verdadeira poesia? Ficam as perguntas e, para tornar a reflexão inspirada :), as obras abaixo:

A vida é do cara...

O cara lho diz
Seja duro na vida
E você responde
Cara, seja suave

E o cara lho diz
Dureza é fertilidade
E você responde
Cara, e a simpatia?

E o cara lho diz
A vida é do caralho
E você não responde
Só sai indignado
para sua terra infértil

01/05/2014

Lançada a coletânea E se só me restasse esse dia

Com prefácio de Sergio Carmach


Olá, amigos!

Saiu a coletânea E se só me restasse esse dia, organizada por Cláudio Quirino e Zélia de Oliveira. Deixo aqui meu agradecimento por ter sido convidado para prefaciar a obra.

“PREFÁCIO:

Apesar de ser um romancista e apreciar textos longos, nos últimos dois anos tive gratas oportunidades de travar contato com o mundo dos contos. Depois de ler e resenhar o belíssimo livro Pedaços de Possibilidade, da contista gaúcha Maurem Kayna, tive a alegria de ser convidado para prefaciar o segundo volume da coletânea 15 Contos+, projeto organizado pela escritora Helena Frenzel e, segundo ela, dedicado “aos que ainda buscam a própria voz na arte de contar”. Seguindo nesta oportuna inserção, sou agora brindado – pela editora Zélia Oliveira e pelo autor Cláudio Quirino – com mais uma chance de participar, novamente na qualidade de prefaciador, deste universo mágico das histórias curtas e impactantes.

O presente livro traz uma proposta instigante, estimulando os autores a captarem a atenção dos leitores com um tema tabu, a morte – no caso, atrelada a um atributo que a deixa ainda mais sombria: a iminência. Diante de tal proposição, é praticamente impossível não nos remetermos a Edgar Allan Poe, escritor e poeta americano do século XIX, conhecido pelo público em geral por seus contos sinistros envolvendo as misérias da carne e o seu fim. Mas, apesar de tal ímpeto parecer evidente, quem se debruçar sobre esta coletânea se surpreenderá, pois muitos autores, a despeito do tema, transitaram por estilos diversos do terror e do sobrenatural. Assim, no livro também há drama, romance, histórias de amores perdidos, humor, reflexões, suspense, aventura... Há, enfim, contos de diversas tonalidades para falar da morte batendo à porta.

30/04/2014

Lançadas novas coletâneas da editora Andross

Contos de Amor


Olá, amigos!

Foram lançadas as coletâneas Corações Entrelaçados - Contos de Amor e Amores (Im)Possí­veis - Contos de Amor, da editora Andross. Os títulos contam com a participação de Sandro Honorato, blogueiro em Rimas do Preto e escritor. Os interessados podem adquirir seus livros a R$ 22,00 (um exemplar) ou R$ 35,00 (dois exemplares) com frete incluso. Basta enviarem um e-mail para rimasdopreto@gmail.com.

Sinopse: Muitos dizem saber o que é o amor, um sentimento que todos buscam e tantos temem, mas quantos podem ter essa certeza? Corações Entrelaçados traz histórias que mostram infinitas manifestações do amor e tudo o que ele pode nos causar, algo que pode ser salvação, mas também ruína. Organização: Leandro Schulai.







Sinopse: Todos procuram um amor. Até os vilões, pois não existe amor ruim. Mas será que todos os amores são possíveis? Amores (Im)possíveis traz a essência do amor em diversos contos que retratam a alegria da conquista, o desespero da perda, o prazer de ser correspondido, a angústia de ser rejeitado... Afinal, existe sentimento mais controverso que o amor? Organização: Leandro Schulai.





Valorizem o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

18/03/2014

E-books: ter ou não ter, eis a questão

Artigo publicado no site da APED


Livros em papel: materialismo vazio ou uma opção realmente melhor? Leiam, no site da APED, um artigo com minha opinião.

Trecho:
"Com o surgimento do livro eletrônico, os autores – em especial os independentes – passaram a contar com uma inovadora e atraente forma de publicação, não só mais barata como também mais aberta ao exercício criativo. Histórias interativas e sem uma linearidade rígida – a exemplo do que fez Maurem Kayna em Labirintos Sazonais – revelaram-se uma das muitas novas formas de se escrever um livro. Quando o lançamento de e-books tornou-se algo relevante no mercado literário, resolvi colher em meu blog as impressões do público sobre essa tendência, esperando que a fixação atual por tecnologia fizesse as pessoas apoiarem maciçamente o livro digital. Mas os comentários mostraram que receptivos e reticentes formam grupos de igual número, deixando a dúvida: para o leitor, o livro eletrônico é ou não sinônimo de vantagem em relação às publicações físicas?"

10/02/2014

Resenha: O Sincronicídio

Livro de Fabio Shiva


Skoob | Caligo
Certos livros, quando terminados, deixam o leitor em um estranho estado de euforia, como se ele precisasse alardear aos quatro ventos o quanto gostou da história. Senti isso algumas vezes, em especial após ler Cem Anos de Solidão, livro com uma trama fantástica e um final incrível. O Sincronicídio fez brotar mais uma vez essa impressão em meu espírito de leitor; e me fez refletir: o que, afinal, têm em comum os autores capazes de despertar uma forte sensação com seus textos?

Ao autor não basta conhecimento para estruturar uma boa história (alguns simplesmente esparramam sua bagagem cultural pelo texto em nome de um egocentrismo vazio). Ele precisa saber integrá-lo à trama de forma sutil, relevante e sagaz, o que não é nada fácil. A tarefa se torna ainda mais difícil quando o escritor se aventura a misturar matérias aparentemente díspares entre si. Shiva não só consegue promover essa química improvável, mas também nos presentear com um texto cuja melodia se faz linda e evidente, uma verdadeira sinfonia de palavras. Ele mescla fatos reais (alguns desconhecidos do público em geral), verdades esotéricas, cultura geral (incluindo cultura alternativa), filosofia, tecnologia, conceitos trazidos por outros autores (como a psico-história, uma ciência fictícia para prever o futuro apresentada por Isaac Asimov e arguciosamente usada por Shiva), sexo (não se engane: toda a desbragada luxúria em O Sincronicídio tem real relevância para a trama; não há apelação), xadrez, I Ching etc., criando um universo absolutamente original e – por mais incrível que pareça – absurdo e crível ao mesmo tempo. É preciso certa dose de brilhantismo para bolar, sem furos, uma trama como essa; e ainda uma dose extra para contá-la de forma tão coerente e palatável. É de dar inveja... Respondendo enfim à pergunta no primeiro parágrafo: autores são capazes de causar êxtase quando criam histórias que unem conhecimento, originalidade e inteligência; e nisso Shiva mostrou ser mestre.

11/01/2014

Cláudio Quirino lança chick-lit

A obra está disponível na Amazon


Skoob


Olá, amigos!

Já está à venda o livro Um Novo Amor à Vista, de Cláudio Quirino. O título pode ser adquirido no formato digital (edição kindle) por R$ 3,99 no site da Amazon, onde também é possível ler a sinopse da obra.

Não deixe de visitar o site do autor e conhecer tudo sobre esse escritor nacional.

Valorize o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

16/12/2013

Entrevista com Iris Albuquerque

Conheçam mais uma representante da nova literatura nacional


Olá, amigos!
Hoje trazemos a entrevista realizada com uma nova escritora nacional, autora de quatro livros publicados pelo Clube de Autores. Ela escreve intensamente e aceitou o convite do blog para falar um pouco sobre sua vida literária. Confiram!

Site | Blog
De que forma surgiu o desejo de escrever e o que espera da literatura para a sua vida?
Comecei a escrever quando percebi que tinha dificuldade para conversar. Aos 14 anos – assim que li A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga – achei interessante a forma como ela transmitia a estória e comecei a escrever. E mesmo sem base, sem alguém para me corrigir ou orientar, eu escrevia. Porém, anos depois, toquei fogo em tudo, voltando a escrever aos 27 anos. Hoje, espero levar através das letras alegria, conforto e conhecimento.

Sob certo aspecto, seus livros parecem querer aconselhar o leitor. Você diria que suas histórias possuem uma conotação de autoajuda?
Na verdade apenas o primeiro, talvez como uma forma de me autoajudar. Os demais são de outros gêneros.

02/12/2013

Décima primeira entrevista com Sergio Carmach

Confira mais esse bate-papo com o autor


"Se alguém digitar no Google as tags 'Para Sempre Ana' (entre aspas) e 'surpreendente', verá uma grande quantidade de resultados, pois muitos leitores e blogueiros literários, gostando ou não do livro, classificam a obra com esse adjetivo. Eu prefiro surpreender a agradar, embora seja ótimo ver o leitor terminar a leitura agradavelmente surpreendido. Mas livros não devem ser escritos para agradar de forma unânime (...)"

Leia mais no blog Entre a Escrita e os Meus Escritos.

Veja a relação com todas as entrevistas.

31/10/2013

Lado A, Lado B – Retalhos de uma História de Amor

Novo e surpreendente projeto do escritor César Costa


Skoob | Amazon
Eu me encantei pela primeira vez com a escrita de César Costa ao ler uma obra premiada do autor, 2 de Julho - Uma História de Liberdade, que levou o primeiro lugar em um concurso literário promovido pelo Governo da Bahia. Ao saber que César havia finalizado seu mais novo projeto – um livro chamado Lado A, Lado B – Retalhos de uma História de Amor – tive a oportunidade de ler a obra sem que ela tenha sido lançada. E, novamente encantado, senti uma imensa necessidade de vir aqui registrar minhas impressões.

César Costa
Lado A, Lado B é, antes de mais nada, um livro surpreendente, uma das características, aliás, mais desejáveis em uma história. Não há nada pior em qualquer trama que clichês, situações óbvias e ideias (mal) recicladas. Na primeira parte (Lado A), é apresentado Roberto (protagonista e narrador), um garoto de 11 anos que repentinamente se vê apaixonado pela nova vizinha, uma doce menina chamada Jennifer. A narrativa ágil, permeada por situações instigantes, faz o leitor acompanhar curioso a relação cheia de altos e baixos dos dois personagens, da infância à fase adulta. Um romance? Uma história de amor, como faz crer o subtítulo? Talvez, mas os momentos finais de Lado A apresentam situações totalmente inesperadas, culminando com um desfecho espantoso.

Para a maioria dos leitores, o início do Lado B será um baque ainda maior que o final do Lado A. Roberto se vê destronado do posto de narrador e o papel é assumido por outro personagem, cuja profissão talvez não seja conveniente revelar. Conforme a leitura avança, todas as conclusões tiradas pelo leitor na primeira parte são colocadas em xeque, pois a história de Roberto e Jennifer é agora contada sob um prisma totalmente diferente. Ao final, um novo panorama é descortinado; e, para delírio do leitor, abrem-se as portas para um até então impensado lado C.

Com essa obra, César Costa mostra mais uma vez seu talento para contar histórias originais e surpreendentes, sem, no entanto, perder o fio da meada e a coesão. Fica a torcida para que o autor ache, o quanto antes, uma editora capaz de perceber o potencial do livro. O público certamente agradecerá.

César com outros autores nacionais lançando uma coletânea de contos

Valorize o escritor brasileiro!
Um grande abraço!
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