Livro de Sun Holiver
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Fábulas e narrativas alegóricas dão margem a uma miríade de interpretações. Em função disso, depois que li Ensaio sobre a Cegueira, acabei elaborando o texto aqui linkado, no qual analisei à minha maneira diversos detalhes da história de José Saramago. Seguindo uma linha análoga, Sun Holiver (que, apesar do nome, é uma escritora nacional) pega contos infantis tradicionais e faz uma leitura adulta dos elementos que compõem cada trama. Independentemente do real objetivo da autora, o leitor pode encarar o texto resultante de três formas: 1- a autora quer fazer crer que a visão apresentada por ela na verdade surgiu, de forma consciente ou inconsciente, da mente dos próprios autores originais dos contos; 2- a autora quer mostrar que essa visão foi sendo incorporada aos contos no decorrer do tempo, à medida que as histórias iam sendo passadas de uma pessoa à outra; 3- a autora quer apresentar sua interpretação particular, com enfoque adulto, sobre os contos.
De minha parte, li certo de que o objetivo da autora está no último item, o que talvez seja corroborado, de certa forma, por Celso Gutfreind, cujo texto na orelha diz: “(...) confirma os pensamentos de René Diatkine sobre a que vieram as histórias, que é para nos tornar mais aptos a inventar uma outra história.” E apenas por isso dei quatro estrelas à obra. O exercício interpretativo realizado por Sun, goste-se ou não do resultado, é um esforço intelectual/criativo merecedor de respeito.

Talvez a parte mais interessante do livro esteja na análise de Branca de Neve e os Sete Anões, cuja protagonista encarnaria a mulher doméstica. E os pequeninos moradores do bosque, os homens infantis. Para Sun, cada anão seria a tradução de uma característica do companheiro imaturo. As descrições contêm detalhes realmente interessantes, sagazes até.

Valorizem o escritor brasileiro!
Um grande abraço!
hauahauahua Sergio, me perdoe começar um comentário assim, mas foi inevitável!!
ResponderExcluirA parte de você jogar (ou não xD) sua esposa na cama, me fez ter um ataque aqui kkkkk.
Gostei da resenha, muito bem elaborada, embora a obra não tenha me agradado, você foi até imparcial em certos detalhes e acho que isso ficou ótimo para que todos possam criar as próprias opiniões!!
Adorei, beijocas!
Jéssica Curto - O Mundo de Ninguém
Sérgio!
ResponderExcluirMuito bem inspirada a tua resenha, impecável, como sempre, tu entraste no climna do livro. Devo dizer-te que dei boas risadas lendo essas análises. Particularmente, acredito na segunda hipótese que tu abordaste sobre a origem da análise dela a partir contos tradicionais, afinal ela é historiadora, meio que um vício(rs) da profissão. Mas a tua referência à "parábola" me fez pensar mais. Bem sacada a questão da língua original em que os contos foram escritos e o uso do português, no caso das palavras que remetem ao ponto "G".
Quando li a parte dos anões, fiquei procurando exmplos nos ao meu redor marido, irmão, tios, colegas...(rsrsrs).
A tua participação foi uma honra.
Abraços,
Cármen Machado (ideias de canário.blogspot)
Ps. fiquei curiosa sobre qual versão do "jantar" foi concretizada: a tua ou a da Luzia? (rsrsrsrs)
Não tinha ainda ouvido nem lido nada sobre este livro mas parece bem curioso, intrigante, e talvez divertido. Ótimo conhecer trabalhos de autores com tanto talento.
ResponderExcluirSérgio!
ResponderExcluirAcho interessante sempre a forma como faz a resenha dos livros.
Achei bem estimulante e que não gosta da sensualidade sexual? Estimula a libido.
Parabéns!
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Rudy
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