25/01/2013

Resenha: Perspicácia

Livro de Marco Antonio Rodrigues


Skoob | Facebook
O trabalho reúne 77 textos variados. Fala de atualidades e de antiguidades. Ora foca no espírito, ora nas dores, ora toca nas emoções, ora mexe com os instintos, mas em todos os momentos impõe introspecção e leva à reflexão. As páginas desta obra tranquilizam e nutrem, aquietam e impulsionam, tocam nas feridas de forma medicamentosa. É um livro leve, revigorante e, sobretudo, transformador.

Perspicácia não conta histórias. É um livro de ideias, que, como tal, acaba instigando o leitor a uma tomada constante de posição. Com certeza, ele concordará com alguns pensamentos do autor, discordará de outros e refletirá sobre os demais. E a expectativa de saber qual dessas três reações brotará ao final de cada conto é o que torna a leitura extremamente prazerosa. Eu, por exemplo, divergi completamente do que prega Marco Antonio em Royalties, senti profunda empatia pelo texto de Irresponsável Ajuda – no qual se lê “A responsabilidade tem de estar em todas as minhas atitudes. Contribuir para atrofiar o próximo é algo bizarro e mesquinho, principalmente quando essa atrofia é causada pelo funesto prazer de massagear meu ego” – e parei para pensar fundo após ler Abstração Concreta, tentando entender se o enunciado supostamente pretendido pelo autor se harmoniza com velhos pensamentos meus. Nesse conto, Marco Antonio brilhantemente escreve: “Quando eu compreender melhor os fios invisíveis que influenciam minha vontade, compreenderei melhor o porquê da incompreensão desse complexo sistema sem vida que comanda o ser animado.” Independentemente do que ele quis passar, tal frase dá margem a mil reflexões. Por isso é importante ler Perspicácia com calma. Só assim pode-se extrair o máximo de suas mensagens. E Marco Antonio ajuda o leitor nesse exercício, colocando ao final de cada conto um verbo que sagazmente o sintetiza.

19/01/2013

Décima entrevista de Sergio Carmach

A conversa aconteceu no Leitura de Ouro


Andressa Santos, editora do Leitura de Ouro, foi a décima blogueira a publicar uma entrevista com Sergio Carmach. Não deixem de conferir!

Trecho:

LO: Para as pessoas que estão começando a pensar em seguir o caminho da escrita, você tem alguma dica/conselho?
SC: Eu sempre digo para os aspirantes a escritor não se comportarem como bobos alegres, para não se iludirem. É preciso correr atrás daquilo que se quer com os dois pés no chão, sem cair em fantasias. Tolos sonham; sensatos objetivam.

14/01/2013

Para Sempre Ana entre as melhores leituras de 2012

Vale a pena conhecer


Skoob
Confira alguns blogs que colocaram o livro Para Sempre Ana entre as melhores leituras de 2012:

Minha Vida Literária (Aione Simões)
(Para Sempre Ana no top 12. Também presente na lista: Por Linhas Tortas, de Cynthia França)

Planet Pink (Natália Rabelo)
(Para Sempre Ana em 4o lugar; Por Linhas Tortas em 1º)

Livros e Séries (Nicole Weiss)
(Para Sempre Ana presente em 1º na categoria suspense/romance)

Blog da Catalina Terrassa
(Para Sempre Ana presente em 1º na categoria romance)

Se você não leu, peça o PDF gratuitamente para fazer uma resenha e ainda ganhe um livro. Veja detalhes aqui.

Veja a relação com as 104 resenhas do livro.

Valorize o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

09/12/2012

Resenha: 90 Anos Antes

Livro de Márcia Abreu


Skoob | Site
David Andrews e Elizabeth Evans, ambos vampiros, apaixonam-se após ela ser encontrada vagando pela floresta na qual ele mora com seus companheiros. Em 1901, com o casamento do casal já marcado, um vingativo desafeto de Elizabeth surge inesperadamente, matando a moça. Arrasado, David passa a viver uma existência vampírica e melancólica – meio vivo, meio morto – por 90 anos, quando o destino coloca novamente Elizabeth em sua vida, reencarnada na pele de outra mulher, Elise.

Esse primeiro volume da série Renascer é um livro com características totalmente opostas ao último nacional resenhado no blog, Brahnac. O texto de Márcia Abreu é simples e direto, com uma trama sem maiores complexidades (isso não está sendo colocado para classificá-lo como bom ou ruim, mas apenas para dar uma ideia ao leitor do tipo de narrativa que ele encontrará). Na essência, 90 Anos Antes traz a história de amor eterno de David e Elizabeth, duas almas que parecem ter sido criadas para viver unidas para sempre, não importando o que aconteça em suas vidas. Márcia lançou mão do kardecismo, uma novidade em se tratando de histórias vampíricas, para construir uma realidade em que os destinos dos protagonistas estarão incessantemente entrelaçados. O romance vivido pelo casal tem contornos claramente adolescentes e o protagonista é pintado com ares de príncipe encantado, particularidades que agradarão em cheio ao público jovem feminino.

02/12/2012

Cem Anos de Solidão

Uma obra-prima como poucas


Olá, amigos.
O texto abaixo, que publiquei no Skoob e em um grupo fechado no Facebook, não é uma resenha. É apenas uma explosão de euforia de um leitor extasiado.

“Eu nunca havia me arrepiado lendo o fim de um livro. Isso me acontece ouvindo música ou vendo um filme, mas a literatura não tinha me proporcionado essa sensação até hoje. Até hoje! Agora, estou encantado como jamais fiquei. Sem medo de ser exagerado ou ridículo, juro que minha vontade é sair gritando aos quatro ventos para que todos leiam urgentemente esse livro de Márquez. Sabe quando você se extasia com algo e fica ansioso para que todos desfrutem a mesma sensação? Pois é! É assim que estou me sentindo. Cem Anos de Solidão é uma obra tão, tão, mas tão superior a quase tudo que já li na vida, que acaba tirando um pouco do brilho daqueles livros que eu considero imponentes há tempos. A narrativa, a absurda criatividade, a linguagem lírica e poética, o clima extremamente denso: tudo é maravilhoso em Cem Anos de Solidão, um livro que, comparado à maioria dos demais, deixa claro porque somente alguns pouquíssimos autores podem ser chamados de ‘gênios’.”

Façam um favor a si mesmos e leiam!
Um grande abraço!

28/11/2012

Resenha: BRAHNAC - A Terra Mágica

Livro de Cátia Isotton Nachbar


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Clarice não imaginava ter um passado repleto de mistérios, que poderiam lhe custar a vida. O breu em sua lembrança, cuidadosamente ocultado por aqueles que a amavam, revelou-se o mais tenebroso e arriscado destino, uma dádiva – ou uma terrível má sorte – que ela não estava preparada para aceitar ou assumir. Era impossível escapar. Não poderia fugir do confronto com seus inimigos, habitantes irreais de outra dimensão, seres sobrenaturais – horrendos, disformes e sanguinários – fiéis a um mestre das trevas que só carrega um objetivo: matá-la e usurpar seu poder, um poder que ela jamais sonhara ter, um dom próximo ao divino, ao infinito. Porém, além de sobreviver, ela precisará resgatar alguém que tem nela sua única esperança de vida: uma irmã, sequestrada pelo demônio-mor. Conseguirão as gêmeas escapar das garras do inimigo e restabelecer o equilíbrio em Brahnac?

Assim que tem Brahnac em mãos, o leitor sente um primeiro impacto: o volume do livro. Sim, Cátia conta a aventura de Clarice em mais de 700 páginas (alguns afirmam que jovens não curtem livros grossos, mas essa crença já foi desmentida há tempos, inclusive pelas inúmeras fãs adolescentes de Paula Pimenta, escritora de sucesso que tem livros de até 600 páginas). Já tendo se acostumado ao peso de Brahnac, o leitor passa a dirigir sua admiração para a qualidade da publicação: a capa tem laminação brilhosa e uma gravura belíssima e cheia de significado; a diagramação e a fonte escolhida são perfeitas; o acabamento é em costura...

A história pode ser dividida em duas partes. Na primeira, que ocupa pouco menos de 1/3 do livro, entramos em contato com a rotina adolescente de Clarice. Acompanhando o dia a dia da personagem, conhecemos seus amigos, sua escola, seus anseios e desejos... Em determinado momento, surge o misterioso Alan, um professor de arco e flecha que faz Clarice balançar entre o desprezo e o encantamento, tornando a trama bem interessante. Bia, melhor amiga da protagonista, fecha o trio central da primeira parte, que é permeada pelas estranhas e instigantes visões de Clarice. O elo com o segundo segmento do livro é feito por uma série de revelações bombásticas, ocasião em que a protagonista percebe viver em um mundo de ilusões. Tudo à sua volta parece ser uma espécie de encenação, o que deixa o leitor bastante surpreso.

21/11/2012

I Prêmio Escritores Brasileiros

Vejam quem foi o vencedor


Olá, amigos!
No Facebook, existe um grupo reservado chamado Escritores Brasileiros, composto apenas por autores nacionais. Em um evento criado lá, instituiu-se o I Prêmio Escritores Brasileiros, cujo objetivo foi promover um congraçamento entre os autores e, de quebra, premiar aquele que produzisse o melhor texto composto por apenas um parágrafo. O resultado acabou de sair. O vencedor foi: Marco Antonio Rodrigues. Eis sua composição:

"Minhas pupilas se dilataram assim que alvejei um indivíduo esguio, esquálido, que vergou em direção ao solo para apanhar, na sarjeta de um faraônico centro financeiro, a simplória sandália que vestia seu único pé. A rápida inspeção que fizemos no calçado – eu, à distância, sem sua autorização; e ele em profunda averiguação – não deixou dúvidas de que o pisante estava danificado. A tira emborrachada que mantinha unido o pé ao calçado havia se rompido, e o imediatismo com o qual retirou do bolso traseiro da calça um pedaço de arame denunciou a intimidade que o sujeito esquisito tinha com aquele tipo de contratempo. Ali mesmo, acomodou um sovaco em sua antiga muleta de madeira e, apoiado, deu início a um minucioso trabalho de recauchutagem. Fura daqui, enrola de lá, amassa de cá, aperta acolá... Quando consegui me desatar daquela cena e permiti que minhas pernas me conduzissem ao outro lado da rua, um novo impedimento surgiu: o semáforo acabara de menstruar para os transeuntes, represando pedestres às margens da larga e extensa avenida, dando início – como diria o meu amigo criador de gado - a mais um grandioso estouro veicular."

Parabéns, Marco!
Valorizem o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

16/11/2012

Sai a centésima resenha de Para Sempre Ana

O texto foi publicado pelo blog Meus Livros, Meu Mundo



Olá, amigos!
É com grande alegria que anunciamos a publicação da centésima resenha de Para Sempre Ana. Gostaríamos de agradecer a todos os leitores e blogueiros que vêm prestigiando o livro e ajudando a divulgá-lo.
Muito obrigado!
Um grande abraço de Sergio e Luzia!

Trecho da centésima resenha:
“Sergio consegue manipular a história com maestria e nos faz viajar nos sentimentos dos personagens”
Jaqueline Silva – Meus Livros, Meu Mundo


Veja aqui a relação com as 100 resenhas.

Recentemente foi criada a fan page do livro no Facebook. Não deixe de curtir!

Assista ao book trailer:

31/10/2012

Entre Linhas e Letras

Oito autoras nacionais montam projeto de sucesso


Olá, amigos!

Não pude deixar de colocar no blog uma novidade que me deixou muito feliz. O projeto Entre Linhas e Letras – criado pelas autoras nacionais Carolina Estrella, Cris Motta, Fernanda Belém, Helena Andrade, Lu Piras, Mallerey Cálgara, Marcia Rubim e Monique Lavra – começa a ganhar repercussão na mídia, tendo sido publicada uma matéria sobre ele no jornal O Globo (Caderno Niterói) em 28/10/12. O grupo tem visitado diversas escolas e levado sua literatura aos jovens, que sempre recepcionam os livros das meninas com grande entusiasmo.

Vocês podem conhecer tudo sobre o projeto no site oficial e no Facebook. Vale a pena! Não deixem de apoiar essa iniciativa inteligente e louvável. E quem quiser também pode apoiar a ida das meninas ao Programa do Jô, bastando visitar este link.

Valorizem o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

19/10/2012

O gosto pela literatura vem de longe...

Revista em quadrinhos feita na infância




Nos anos 70, escrevi uma história para participar de um concurso literário promovido pelo Círculo do Livro. Para cumprir o regulamento, eu precisava entregar o trabalho batido à máquina. Então, chamei minha mãe, uma exímia datilógrafa, para fazer o serviço.

“Sergio, não se pula linha sem fazer novo parágrafo”, dizia ela.
“Não, mãe, o jeito que falei está certo”, respondia o patrãozinho sabichão.

Na história, um povo de certo planeta falava uma língua estranha (português ao contrário rsrs). E lá ia a pobre genitora escrever diálogos e mais diálogos de trás pra frente.

“Mãe, faltou um ‘i’ nessa fala ao contrário aqui”.
“Que merda, Sergio! Quem vai perceber isso?”
“Tá errado, mãe. Tem que corrigir.”

E a coitada rebatia uma folha inteira, cheia de diálogos invertidos.

“Mãe, agora tem um ‘a’ sobrando”.
“Chega, Sergio! Não vou bater mais p6##@ nenhuma”.

04/10/2012

Resenha: Pedaços de Possibilidade

Livro de Maurem Kayna


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Pessoas quase comuns vivendo dias prováveis. Mas algo sempre pode desviar o curso da rotina. O que une os textos, de algum modo, é a sensação de que a vida dos personagens poderia ter tomado rumos melhores se, em algum momento, nem sempre desvendando, as decisões, escolhas ou acasos tivessem sido outros. Em alguns contos, há notas de irreal ou de improvável, mas dificilmente se conclui pelo explicitamente fantástico.

Pedaços de Possibilidade é um bálsamo em meio à mesmice literária que anda por aí, um texto adulto e poético feito por quem tem a pena de uma verdadeira escritora. Quem não aprecia livros de contos certamente precisará rever seus conceitos após findar a leitura desse pequeno grande livro. Na obra, cada uma das curtas histórias é profunda em sentimentos e traz grande densidade narrativa. E, apesar do tamanho, os contos sempre geram uma expectativa no leitor em relação ao final. Não seria errado dizer que a literatura de Maurem, em vez de proporcionar um grande clímax, gera micro-orgasmos repetidos no leitor. É mesmo uma experiência e tanto navegar por esses pedaços de sensibilidade.

Em muitos trechos, é preciso desvendar quando a autora está sendo literal ou cínica, o que é um agradável exercício para o leitor. Maurem vasculha o fundo da alma humana, e suas palavras transpiram melancolia – às vezes doce, às vezes amarga – indo do luminoso ao sombrio em histórias sem diálogo, cujos personagens, no entanto, dizem muito ao leitor. Um trabalho primoroso, original e repleto de belas construções de palavras.

12/09/2012

Entrevista com Fabiane Ribeiro

Escritora fala sobre seu universo criativo e muito mais


Olá, amigos!
A escritora Fabiane Ribeiro, autora de 3 livros, já foi apresentada aqui no Recanto. Se você perdeu, não deixe de visitar a postagem em que mostramos sua obra e falamos um pouco sobre sua vida. Para completar, hoje trazemos para vocês a entrevista que ela concedeu ao blog. Garanto que vale a pena ler!

De que forma surgiu o desejo de escrever e o que espera da literatura para a sua vida?
Eu sempre amei ler e escrever, mas confesso que nunca sonhei em ser escritora. Eu estava no quarto ano da faculdade de Medicina Veterinária, quando fiquei doente e parei os estudos por um tempinho. Nessa época, em meio a momentos difíceis, escrevi dois livros. Um deles é o romance Jogando Xadrez com os Anjos, minha primeira obra publicada. Desde então, a literatura passou a fazer parte da minha vida e dos meus sonhos. Eu espero nunca mais deixar de escrever.

Seus livros falam de esperança e renovação. Além de boas histórias, você gosta de levar mensagens ao leitor?
Eu tento sempre escrever com o coração. Tenho percebido que os leitores experimentam as mesmas sensações que eu tive ao escrever cada cena, e sou muito emotiva. Espero que todos tenham a oportunidade de conhecer meus livros e que dividam suas opiniões comigo, mas creio que as mensagens e as emoções são passadas e sentidas de forma única. Então, espero que se sintam bem lendo minhas histórias e as aproveitem da melhor forma possível, individualmente falando. Além disso, um fator que contou muito para que eu levasse mensagens de esperança no Jogando Xadrez com os Anjos – meu primeiro romance, como já citado – foi eu tê-lo escrito em um momento difícil, no qual estava com problemas de saúde. Assim sendo, retratei um pouco do meu mundo interior na história e da fé que eu mesma precisava ter.

05/09/2012

Entrevista com E. C. Rezende

Conheça o autor de Danilo Contra o Senhor das Moscas


Quem acompanha o blog já deve ter lido a resenha de Danilo Contra o Senhor das Moscas, de E. C. Rezende (se ainda não leu, confira aqui). Que tal conhecer agora um pouco sobre o autor desse livro jovem e diferente?

1- De que forma surgiu o desejo de escrever? Como integrante de uma nova safra de escritores, o que você espera da literatura para a sua vida?
Vontade de escrever eu sempre tive, Sergio. Só não tinha uma boa história para começar a desenvolver.

Bom, acredito que a literatura é como a música, duas coisas que nunca saem de moda. E agora no Brasil temos uma boa safra de autores de ficção, como a Nicole F. Weiss, o Eduardo Spohr, o Raphael Draccon, entre outros. Esse gênero era importado para nós, mas agora o exportamos para o mundo. Espero ver isso crescer cada vez mais.

2- Seu livro, Danilo Contra o Senhor das Moscas, traz personagens em conflito com Deus, batalhas entre anjos e demônios e questiona qual lado detém a razão. Essa característica presente em sua história tem algo a ver com seus próprios dilemas?
Não, mas conheço pessoas que têm esse questionamento. Então, resolvi explorar isso no livro.

01/09/2012

Tarde literária com Janaina Rico

Evento acontecerá na zona norte do Rio


Olá, amigos!
Deixo o convite para quem quiser prestigiar a escritora Janaina Rico, que promoverá aqui no Rio um bate-papo com os leitores seguido de uma sessão de autógrafos.

Valorizem o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

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