30/09/2011

Um "monstro" chamado Exame de Ordem

Por que ele ainda existe?


A editora paranaense Juruá é minha conhecida por dois motivos: além de ser uma gigante na área jurídica, ficou interessada em publicar meu primeiro romance, À Sombra do Crisântemo (rebatizado de Para Sempre Ana por minha esposa, Luzia), quando inaugurou um selo dedicado à ficção. A publicação não aconteceu porque discordei de alguns pontos do contrato (neuras minhas), mas, enquanto duraram nossas conversações, o pessoal da editora sempre se mostrou muito educado, atencioso e interessado. Porém, não estou escrevendo este post para promover ninguém. O blog e a Juruá não se tornaram parceiros, nem entraram em contato para a divulgação de livros. Minha motivação é unilateral e diz respeito a um lançamento em especial da editora, que me trouxe grande alegria, chamado Ilegalidade e Inconstitucionalidade do Exame de Ordem.

25/09/2011

Resenha da May: O Morro dos Ventos Uivantes

Livro de Emily Brontë


Olá, amigos!
Eu gostaria de lhes apresentar a moça aí ao lado, chamada Maynara Furlan (ou May Furlan). Eu a conheci no Skoob, quando lia algumas resenhas de meu livro preferido, o ultramaravilhoso “O Morro dos Ventos Uivantes”. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa muito, mas muito crítica (com os outros e comigo mesmo). Não sou de elogiar ninguém por cortesia ou de forma vã. Se dou uma opinião positiva sobre algo, é porque fiquei realmente impressionado. E foi exatamente isso o que aconteceu quando comecei a ler os textos da May. Eles são vibrantes, inteligentes, coesos, interessantes e esteticamente atraentes. Fiquei encantado a ponto de convidá-la para ser uma colaboradora eventual do blog. Então, para iniciar, publico justamente a resenha que ela fez de “O Morro dos Ventos Uivantes”. Em meio à análise do livro, May faz críticas aguçadas sobre... Bem... Leiam! E não esqueçam de lhe dar as boas-vindas, deixando seus comentários.

24/09/2011

Resenha: Uma Linda Mulher

Livro de Fern Michaels

LEIA A RESENHA E PARTICIPE DO SORTEIO DE UM EXEMPLAR DE UMA LINDA MULHER. E QUEM GANHAR LEVARÁ TAMBÉM OS LIVROS SEGUNDA CHANCE, DE DANIELLE STEEL, E O VENCEDOR ESTÁ SÓ, DE PAULO COELHO (COM CAPA DURA).
Assista ao sorteio

Na cidade americana de Savannah, duas grandes amigas, Vickie Winters e Rosie Gardener, são sócias em um negócio de sucesso. Mas enquanto Vickie é bonita e elegante, Rosie faz o tipo gordinha com baixa autoestima, o que a torna vulnerável a investidas de pretendentes interesseiros. E Kent Bliss surge justamente para fazer esse papel, o de homem canalha que não hesitará em dar o golpe do baú em uma mulher fragilizada interiormente.

Na véspera do casamento de Rosie e Kent, Vickie tenta abrir os olhos da amiga em vão e, em seguida, muda-se para a Europa. Nas bodas de trigo, após sofrer muitas humilhações do marido, Rosie finalmente se convence de seu erro – percebido, na verdade, uma semana após oficializar a união - e aceita tardiamente as palavras da ex-sócia: Kent é mesmo um canalha egoísta e explorador que não a ama. Ela então o expulsa de casa e decide mudar de vida. Irá emagrecer e, com um prêmio milionário ganho na loteria, encontrará a felicidade. Mas Kent, claro, estará por perto para mais vilanias e para reivindicar sua parte na fortuna. Vickie, por sua vez, retorna à Savannah, abrindo as portas para um novo entendimento com Rosie, que julgou erradamente o alerta da amiga na véspera de seu casamento.

17/09/2011

Filosofando

A importância de se filosofar no dia-a-dia


A brincadeira ao lado está espalhada na rede e no mundo real, podendo ser encontrada em locais dos mais diversos, de blogs literários a sites humorísticos, de murais de faculdade a bares e portas de banheiro. Deixando de lado o caráter sarcástico da história, qual a sua opinião sobre as conclusões apresentadas? Seriam elas inteligentes ou nem tanto? Sua resposta a essa pergunta pode indicar se você vê ou não o mundo sob uma ótica reflexiva. E surge a indagação: essa ótica reflexiva, o chamado “pensamento filosófico”, seria um elemento importante para a vida cotidiana ou coisa de pessoas que não têm mais o que fazer?

Bem... Eu gosto de filosofar e acho isso essencial no meu dia-a-dia e na formação de minhas ideias sobre tudo. Tudo mesmo! E uma das definições de “filosofar” dada pelo dicionário Michaelis é justamente “Dissertar ou raciocinar sobre quaisquer assuntos”. Pois é. Tudo é “filosofável”. Mas, apesar disso, é comum vermos pessoas vivendo, na maior parte do tempo, de conceitos aprendidos, ideias preconcebidas e gostos assimilados. E a isso damos até um nome: “cultura”. A mesma criatura que, nascida no Oriente Médio, defende a submissão feminina, a existência de Alá e adora futebol diria sem titubear, se criada nos EUA, que a mulher tem o mesmo status do homem, que Deus é o cara (ou que Ele não existe) e que não há nada mais legal do que o basquete, o futebol americano e o baseball.

10/09/2011

Amigos do Idi: ambiguidade

Cuidado com o que você fala, escreve e lê!

Continue a somar pontos para levar a gramática do Bechara.
Fonte: Tironas






Olá, pessoal!
Neste post, vamos tratar de um problema que me incomoda como escritor e como leitor. Como escritor, fico preocupado em, sem perceber, construir um texto que passe uma mensagem dúbia; como leitor, fico perdido ao me deparar com frases que não passam um enunciado claro. O problema do qual estou falando chama-se “ambiguidade”, um inimigo às vezes quase invisível. Sim, invisível. Veja, por exemplo, a frase abaixo:

25/08/2011

Amigos do Idi: PIS/PAS (respostas)

Você conseguiu diferenciar um "se" do outro?


Olá, pessoal! Eis as respostas para os exercícios sobre PIS e PAS:

1) PIS; 2) PAS; 3) PAS; 4) PIS; 5) PAS; 6) PIS; 7) PAS; 8) PIS; 9) PIS; 10) PIS

Confira os pontos acumulados por quem postou suas respostas:
*Sa*: 10 pontos
Joelma Alves: 8 pontos
Anaísa: 4 pontos
Radige Hanna: 4 pontos

Agora, veja a frase abaixo:
O restaurante enviou uma pizza à francesa sem sal.
De quantas maneiras você a interpreta? Vamos falar sobre isso na próxima postagem da série Amigos do Idi. E quem responder às questões poderá somar pontos e aumentar suas chances de levar a gramática do Bechara para casa. Abraços!

10/08/2011

Amigos do Idi: PIS / PAS

O certo pode parecer errado e vice-versa

Comece a somar pontos para levar a gramática do Bechara.

Qual dos professores acima você contrataria?
Olá, pessoal! A pergunta ao lado é de quebrar a cabeça, pois a frase analisada traz a famigerada partícula “se”, que possui um monte de funções diferentes (por esse motivo, é o terror de alunos, concurseiros, escritores e outros coitados). Apesar de não parecer, a resposta correta é “Dão-se aulas de Português”. Vamos tentar entender por quê?

21/07/2011

Resenha: Questões do Coração

Livro de Emily Giffin

LEIA A RESENHA E PARTICIPE DO SORTEIO DE UM EXEMPLAR DE QUESTÕES DO CORAÇÃO. E QUEM GANHAR LEVARÁ TAMBÉM O LIVRO ÁGUA PARA ELEFANTES.
Assista ao sorteio

É interessante como a infidelidade sempre gera uma disputa entre os que cercam os envolvidos, ávidos por separar vítimas de culpados. Sempre? Em Questões do Coração, de Emily Giffin, o leitor tem a possibilidade de enxergar o tema de forma menos maniqueísta.

Na estória, de um lado temos Tessa, esposa de um renomado cirurgião pediátrico e mãe de dois filhos; do outro, temos Valerie, advogada e mãe solteira. Apesar de ambas morarem na periferia de Boston, as duas mulheres têm pouco em comum. Tessa desistiu da carreira em busca da felicidade doméstica, que parece ter encontrado ao lado de Nick, o estereótipo do marido perfeito; Valerie, por sua vez, carrega credenciais bem diferentes: é uma advogada que estudou em Harvard, mãe solteira de Charlie e, acima de tudo, desiludida no amor.

06/07/2011

Resenha: Justiça Secreta

Livro de Jack Higgins - uma "furada"?


Não se engane com esse vovô
Jack Higgins, James Graham, Martin Fallon e Hugh Marlowe nada mais são que pseudônimos de um escritor britânico oitentão chamado Harry Patterson, autor de dezenas de romances cheios de ação.

Em Justiça Secreta, de Higgins, a história se inicia em uma noite nova-iorquina escura e gelada, ocasião em que o presidente americano prepara-se para jantar com um velho conhecido. Ao mesmo tempo, alguém armado com seu fuzil AK está de tocaia para atirar contra o homem mais poderoso do planeta. Blake Johnson, importante agente secreto do governo, consegue impedir o atentado. Mas essa ação terrorista aparentemente isolada esconde algo muito maior, que põe em perigo a paz mundial. Em parceria com um herói da Inteligência Britânica – Sean Dillon, oriundo de outros romances de Higgins – Blake precisa trabalhar para identificar os integrantes dessa organização criminosa.

24/06/2011

Para Sempre Ana: debate no Skoob

Cena final: ficção ou realidade?




A contracapa de Para Sempre Ana traz uma representação livre do que poderíamos chamar de “a última cena do livro”. Achei interessante um detalhe: o leitor pode interpretá-la de várias maneiras. O personagem, que aparece na gravura com o braço direito estendido em meio à neblina, estaria viajando em uma ilusão? Estaria realmente vivendo uma realidade? O que você acha? Participe do debate no Skoob.

19/06/2011

Quem é Clara?

Novo lançamento da editora Caravansarai


Com amplos jardins repletos de palmeiras e construído no estilo neoclássico, o Museu da República (ou Palácio do Catete) é um ponto turístico e histórico do Rio de Janeiro. Palco de inúmeros acontecimentos políticos importantes, foi sede do governo federal entre 1897 e 1960, ano em que Juscelino Kubitschek o transformou em museu. Em 1989, ganhou um novo perfil cultural, passando a abrigar exposições, lançamentos literários, entre diversas outras manifestações artísticas.

18/05/2011

Resenha: Persuasão

Livro de Jane Austen


Oi, amigos do Recanto. Finalmente debuto no blog, quase um mês e meio depois do anúncio feito pelo Sergio. Ele me pediu para resenhar livros, mas isso exige tempo e dedicação. Como trabalho todos os dias, demorei a aparecer. Para iniciar a “labuta”, ainda em passo de estreante, escolhi um livro cuja leitura vinha adiando: Persuasão, de Jane Austen.

Na estória, Anne Elliot, nascida em uma família aristocrática inglesa do século XVIII, apaixona-se ainda jovem por Frederick Wentworth, um humilde porém ambicioso capitão da Marinha, de quem fica noiva. Apesar do sentimento mútuo que une o casal, Anne é persuadida por sua esnobe família a rejeitar a oficialização do enlace. Ofendido com a recusa, o rapaz parte para longe, só retornando anos depois, já rico. A protagonista, então solteirona, reencontra seu grande amor e, mais uma vez, vê-se obrigada a considerar os antigos impedimentos que a afastaram do homem que ainda ama.

19/04/2011

Refletindo sobre o texto de Saramago

Reflexões sobre a cegueira

Atenção: contém informações que alguns leitores podem considerar como spoilers.

A cegueira causada pela ausência de "percepção filosófica" está arraigada no cotidiano terreno de todos os membros ditos normais da sociedade, tendo sido isso muito bem demonstrado em Ensaio sobre a Cegueira. O texto do livro compõe uma espécie de parábola, que, como convém a esse tipo de literatura, é dissertado através de metáforas e simbolismos.

É interessante observar que parte da sinopse da estória de Saramago pode ser vista como um dos aspectos da evolução cultural de uma sociedade. Então, vejamos: um homem é acometido por uma luz inexplicável que obstrui sua visão. A cegueira radiante passa a contagiar os que
Seres humanos: imitadores cegos do que dita a cultura?
miram seu olhar, fazendo cada contaminado adquirir igual poder. Em pouco tempo, todos estão cegos pela mesma treva branca, sendo obrigados a agir, ainda que a contragosto, de acordo com as limitações impostas por ela. Essa síntese pode ser facilmente associada à seguinte: um grupo primitivo entrega-se a costumes e ritos cegos, que suprem a angústia ocasionada pela ignorância. A cegueira providencial rapidamente se consolida entre todos os membros, perpetuando-se na forma de tradições coercitivas. Desta forma, o senso coletivo e irracional impede o desenvolvimento do pensamento. Tem-se aí a cegueira de caráter mais amplo, a cultural.

08/04/2011

Resenha: Luta nas Classes

"E o salário, ó!"


Sabe aquelas situações forçosamente enfadonhas, em que 15 minutos parecem 2 horas? Isso acontece quando se está no metrô indo para o trabalho, ou naquela fila interminável do banco... Pois é. Essa é a hora de sacar o Luta nas Classes. Assim, em vez de ficar pensando como será insuportável o dia no escritório ou de que maneiras se poderia esfolar o gerente de sua agência, que não coloca caixas suficientes à disposição dos clientes, você irá desanuviar a mente com um texto agradável. “Agradável? Um livro marxista?”, devem estar pensando alguns leitores. Mas calma aí! Não estou falando da luta de classes, e sim do livro de Bernardo Jablonski (isso mesmo! O organizador do livro do Fernando Caruso) e Ronald Fucs, Luta nas Classes – 1.001 Maneiras de Detonar Seu Professor (nova edição: revista, aumentada e piorada) (Ed. Caravansarai), um texto bem bobo. “Bobo?” Sim, isso mesmo, mas não idiotamente bobo. Até para dizer bobeiras é preciso talento (as figuraças do Casseta & Planeta que o digam). Eu diria, então, que o livro é divertidamente bobo. Os autores têm mais de três décadas de experiência como professores e sabem satirizar como ninguém o universo escolar e acadêmico, do Ensino Fundamental à Pós-Graduação.
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