18/05/2012

Resenha: Amsterdã Blues

Livro de Arnon Grunberg


Saraiva | Cultura
Imagine um livro construído a partir de fatos reais e autobiográficos e em que o protagonista tem o mesmo nome do autor. Com essa proposta, o holandês Arnon Grunberg estreou como escritor em 1994, aos 22 anos, lançando Amsterdã Blues. Não demorou para vender 70.000 exemplares em seu país.

A história é underground. Arnon é um jovem de família judaica que está sempre a perambular pelo submundo de Amsterdã, onde gasta seu tempo enchendo a cara e torrando dinheiro com prostitutas. Em meio a tudo isso, precisa enfrentar os dramas trazidos pelo primeiro amor, por uma mãe dominadora e pela doença do pai, que vive preso a uma cadeira de rodas.

Tendo sido inclusive expulso da escola, existe uma principal razão para o protagonista levar uma existência desregrada desde cedo: seus pais não criaram o melhor dos mundos para que ele crescesse de forma psicologicamente saudável. Ele acabou odiando a família, sua religião e, em última instância, a vida. Mas... o leitor aceitará essa justificativa para ver com outros olhos as atitudes de Arnon?

Arnon: o autor ou o personagem? Ou ambos?
Se você gosta de histórias emocionantes de amadurecimento, em que o personagem principal sai do fundo do poço após sofrer e crescer interiormente, vai se decepcionar lendo Amsterdã Blues. Mas se seu espírito aprecia um humor cínico e, em certas situações, é até capaz de debochar da desgraça, quem sabe tirando lições dela, irá se deleitar com o texto de Arnon. É... Existe um ditado que se encaixa perfeitamente nesse livro: “há horas em que é preciso rir para não chorar”.

26 comentários:

  1. Ótima resenha. O livro é bem diferente do que estou acostumada a ler. Acredito que iria gostar muito do livro.^^
    Beijocas!
    http://palomaviricio.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. Acho que me enquadro no segundo time, o que "ri para não chorar" rs Pela sua resenha o livro parece ser bem interessante!

    Fiquei um pouco na dúvida, o protagonista do livro é o autor ou um personagem baseado na história de vida do mesmo?

    Enfim, adorei!!

    bjsa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. protagonista do livro é o autor, não é um personagem fictício.

      Excluir
  3. Esse livro parece ser bem diferente do que normalmente leio, eu me encaixo no primeiro time. Mas me aventuraria a ler esse livro e "abrir novos horizontes".
    Muito bom!

    Beijos~

    ResponderExcluir
  4. Nossa! Parece ser fantástico! Como nos comentários anteriores, também concordo que é super diferente dos livros que leio! Quero ter a oportunidade de lê-lo. :)

    ResponderExcluir
  5. Difícil stir pena ou odiar Arnon... Tem q ler p decidir.

    ResponderExcluir
  6. Gosto muito de livros baseados em fatos reais, onde o enredo se mistura com a realidade e dá asas a criatividade do escritor.
    Resenha fabulosa.
    Bom final de semana.
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  7. Ele usou o próprio nome pra personagem principal? Corajoso isso. Fiquei curiosa pra saber o quanto da história é real.

    Eu gosto das "histórias emocionantes de amadurecimento". Hahaha... Mas também gosto de humor cínico, rs, então acho que tem uma boa chance de eu gostar do livro.

    Beijo!

    Ju
    entrepalcoselivros.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  8. Olá, amigos do Recanto.
    O enredo atrai bastante. Acho que sempre há algo de autobiográfico, por mais inconsciente que seja quando se escreve. Essa história atrai me atraiu já pelo título, nãop seu se tem algo a ver mas adoro o blues(musica), que no caso do título do livro pode ser relacionado só a tristeza mesmo. Seja como for....

    Abraços a todos!
    Cármen Machado.

    ResponderExcluir
  9. Quero ler esse livro, parece ser ótimo. Essa resenha deixou um gostinho de quero mais. Alguém sabe se algum site disponibiliza ele online, pelo menos os primeiros capítulos?

    ResponderExcluir
  10. Ótima resenha, quero muito ler esse livro, ele parece otimo! *-*

    ResponderExcluir
  11. Ficou ótima a resenha, não conhecia este livro.
    Mas sua resenha me deixou curiosa pra ler.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  12. Humor cínico é comigo mesmo. Gosto de um livro que tenha qualquer tipo de humor, principalmente quando o livro é pra ser sério e ai encontramos uma pitadinha daquilo que nos pode tirar risos. Ótima resenha.

    ResponderExcluir
  13. Olá, adorei a resenha. De histórias reais podemos tirar boas lições para nossas vidas.

    Obrigada!

    ResponderExcluir
  14. Na verdade é a primeira resenha que leio deste livro e fiquei um pouco curiosa sobre ele. Vou procurar saber mais dele.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir
  15. Gosto de livros fortes, com emoção e lições profundas, me lembra Christiane F., um livro de que gostei muito, com um pouco de O Apanhador no Campo de Centeio, que adorei, gostaria muito de ler.

    ResponderExcluir
  16. Olá,ótima resenha ml vejo a hora de ganhar este livro maravilhoso!
    beijos e abraços.Larissa mussato

    ResponderExcluir
  17. Gostei do ponto de vista, realmente há horas que é melhor rir para não chorar, e essa frase final me deixou bem curiosa para desvendar essas páginas.

    Beijoaks elis!!
    http://amagiareal.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  18. Não costume ler este tipo de livro, mas gostei da resenha.

    ResponderExcluir
  19. Parece bom, só lendo agora pra ter certeza! rs

    ResponderExcluir
  20. Adorei o estilo desse livro!

    Muito bom! Gostei da resenha.

    Bjooos

    ResponderExcluir
  21. Interessante! Ele escolheu uma outra vertente do clássico caso, "dando a volta por cima". Pode ser uma leitura realmente diferente, o que não quer dizer que seja, ruim. Gostei da resenha!

    ResponderExcluir
  22. Nossa deve ser muito bom o livro!
    Gosto desse humor cinico para rir um pouco, esses livros me ajudam a ver que precisamos rir mais das dificuldades!!!

    vou ler com certeza!

    bjos

    ResponderExcluir
  23. Legal, não conheçia o livro nem a autora, mas me interessei!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
abcs