16/12/2013

Entrevista com Iris Albuquerque

Conheçam mais uma representante da nova literatura nacional


Olá, amigos!
Hoje trazemos a entrevista realizada com uma nova escritora nacional, autora de quatro livros publicados pelo Clube de Autores. Ela escreve intensamente e aceitou o convite do blog para falar um pouco sobre sua vida literária. Confiram!

Site | Blog
De que forma surgiu o desejo de escrever e o que espera da literatura para a sua vida?
Comecei a escrever quando percebi que tinha dificuldade para conversar. Aos 14 anos – assim que li A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga – achei interessante a forma como ela transmitia a estória e comecei a escrever. E mesmo sem base, sem alguém para me corrigir ou orientar, eu escrevia. Porém, anos depois, toquei fogo em tudo, voltando a escrever aos 27 anos. Hoje, espero levar através das letras alegria, conforto e conhecimento.

Sob certo aspecto, seus livros parecem querer aconselhar o leitor. Você diria que suas histórias possuem uma conotação de autoajuda?
Na verdade apenas o primeiro, talvez como uma forma de me autoajudar. Os demais são de outros gêneros.

02/12/2013

Décima primeira entrevista com Sergio Carmach

Confira mais esse bate-papo com o autor


"Se alguém digitar no Google as tags 'Para Sempre Ana' (entre aspas) e 'surpreendente', verá uma grande quantidade de resultados, pois muitos leitores e blogueiros literários, gostando ou não do livro, classificam a obra com esse adjetivo. Eu prefiro surpreender a agradar, embora seja ótimo ver o leitor terminar a leitura agradavelmente surpreendido. Mas livros não devem ser escritos para agradar de forma unânime (...)"

Leia mais no blog Entre a Escrita e os Meus Escritos.

Veja a relação com todas as entrevistas.

31/10/2013

Lado A, Lado B – Retalhos de uma História de Amor

Novo e surpreendente projeto do escritor César Costa


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Eu me encantei pela primeira vez com a escrita de César Costa ao ler uma obra premiada do autor, 2 de Julho - Uma História de Liberdade, que levou o primeiro lugar em um concurso literário promovido pelo Governo da Bahia. Ao saber que César havia finalizado seu mais novo projeto – um livro chamado Lado A, Lado B – Retalhos de uma História de Amor – tive a oportunidade de ler a obra sem que ela tenha sido lançada. E, novamente encantado, senti uma imensa necessidade de vir aqui registrar minhas impressões.

César Costa
Lado A, Lado B é, antes de mais nada, um livro surpreendente, uma das características, aliás, mais desejáveis em uma história. Não há nada pior em qualquer trama que clichês, situações óbvias e ideias (mal) recicladas. Na primeira parte (Lado A), é apresentado Roberto (protagonista e narrador), um garoto de 11 anos que repentinamente se vê apaixonado pela nova vizinha, uma doce menina chamada Jennifer. A narrativa ágil, permeada por situações instigantes, faz o leitor acompanhar curioso a relação cheia de altos e baixos dos dois personagens, da infância à fase adulta. Um romance? Uma história de amor, como faz crer o subtítulo? Talvez, mas os momentos finais de Lado A apresentam situações totalmente inesperadas, culminando com um desfecho espantoso.

Para a maioria dos leitores, o início do Lado B será um baque ainda maior que o final do Lado A. Roberto se vê destronado do posto de narrador e o papel é assumido por outro personagem, cuja profissão talvez não seja conveniente revelar. Conforme a leitura avança, todas as conclusões tiradas pelo leitor na primeira parte são colocadas em xeque, pois a história de Roberto e Jennifer é agora contada sob um prisma totalmente diferente. Ao final, um novo panorama é descortinado; e, para delírio do leitor, abrem-se as portas para um até então impensado lado C.

Com essa obra, César Costa mostra mais uma vez seu talento para contar histórias originais e surpreendentes, sem, no entanto, perder o fio da meada e a coesão. Fica a torcida para que o autor ache, o quanto antes, uma editora capaz de perceber o potencial do livro e de seu autor. O público certamente agradecerá.

César com outros autores nacionais lançando uma coletânea de contos

Valorize o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

08/10/2013

A Escolha de Tessa

Uma história interativa de Cynthia França


Olá, amigos!

A escritora Cynthia França, autora dos livros Por Linhas Tortas e Aonde Quer Que Eu Vá, está se lançando em uma nova proposta literária. O projeto, um ensaio chamado A Escolha de Tessa, tem como objetivo uma maior interação com o público, algo que o escritor não consegue em um livro físico. Cada capítulo será publicado semanalmente (às quartas-feiras, a partir de 09/10/13) no blog elaborado especialmente para esse fim. Inscrevam-se lá para que possam acompanhar com mais facilidade essa instigante trama familiar, livremente baseada em fatos reais. Abaixo, uma breve sinopse:

Inácio quer ter filhos; Tessa, não. E agora?
Você provavelmente conhece um casal assim...
Imagine que eles sejam casados e que, de repente, essa diferença se transforme em um impasse. Alguém irá ceder ou o relacionamento está fadado ao fracasso?
Acompanhe semanalmente o dilema do casal.

Valorizem o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

26/09/2013

15 Contos + : um projeto que vale a pena ser conhecido

Uma "letripulia" de Helena Frenzel


Leia aqui a coletânea completa

Helena Frenzel é a mentora do projeto 15 Contos +, dedicado “aos que ainda buscam a própria voz na arte de contar”. Fiquei muito feliz por ter sido convidado a ler e prefaciar o Volume II, recém-lançado. Deixo abaixo o meu texto introdutório e, ao lado, o link para quem quiser baixar ou ler on line esse extraordinário trabalho da Helena Frenzel, que reúne diversos autores de talento:


"Prefácio:

Ao enveredar pelas linhas a seguir, alguns leitores, tomando ciência de quem as escreve, talvez se vejam envolvidos por brumas de incredulidade e hesitem prosseguir: afinal, por que um romancista estaria introduzindo uma coletânea dedicada a contos? De fato, não é pequena a parcela do público que enxerga a literatura através de um postigo exíguo e mesquinho, segregando contos de romances, e nutre um preconceito que por vezes beira a superstição.

Confesso: durante muito tempo, enclausurado na masmorra dos romancistas radicais, integrei essa estirpe de espíritos débeis e viciosos, que viam contos com olhos glaciais. Mas a boa ventura entrelaçou meu destino aos de exímios contistas de uma incipiente safra nacional, e percebi extasiado: toda forma de literatura resplandece sob o mesmo sol. Mais que isso. Entendi que o contista é um ser notável, pois, na ação de suas histórias, ele está adstrito a universos reduzidos – já que a narrativa nesse estilo literário costuma ater-se a um único fragmento existencial dos personagens, a um único drama em especial, a um único momento definido no tempo – limitação só vencida por uma pena criativa, capaz de conferir um lirismo (igualmente único) às palavras, de elevar a simplicidade a dimensões inimagináveis, de conceder auras oníricas a situações cotidianas e de fazer do clímax dramático um instante intenso e mágico, tudo com o objetivo de arrebatar o leitor de maneira singular, o que remete à célebre e arguta frase do contista argentino Julio Cortázar: 'No combate entre um texto e seu leitor, o romance sempre vence por pontos, enquanto o conto deve vencer por nocaute.'

07/05/2013

Para Sempre Ana indicado a prêmio

O livro concorrerá na categoria "melhor romance"


Olá, amigos!
Anunciamos com satisfação que o livro Para Sempre Ana foi indicado para concorrer na categoria "melhor romance" do Prêmio Literário Codex de Ouro 2013. Agradecemos a todos os leitores que ajudaram nessa conquista.

O livro físico está à venda nas grandes livrarias, mas o PDF pode ser obtido grátis até o dia em que ocorrerá o evento de premiação do Codex de Ouro, em 23/11/13. Peça o seu por e-mail!

Um grande abraço!

02/04/2013

Blog sorteia Para Sempre Ana + Amigos Inimigos

Dois livros autografados para o vencedor


Olá, amigos!

Se vocês ainda não tiveram a oportunidade de ler o livro Para Sempre Ana, aproveitem a promoção de aniversário que está rolando no blog Mundo Literário. A Márcia Lopes dará dois livros autografados para o sorteado: Para Sempre Ana e Amigos Inimigos. Não deixem de participar!

Valorizem o escritor brasileiro!
Um grande abraço!

26/03/2013

Resenha: Condenáveis - Uma História de Filho e Pai

Livro de Leonardo Torres


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Ele descobriu que o pai havia sido preso através de um programa de TV. No início, sentiu culpa e vergonha por acreditar ser filho de um criminoso. Depois, raiva e aversão. Tudo o que queria era distância. Policial civil conhecido pelo combate ao tráfico de drogas, o pai foi acusado de venda de armas e repasse de informações sigilosas a traficantes procurados no Rio de Janeiro. Era a chamada Operação Guilhotina, que ocupou os noticiários nacionais em 2011. Estudante de Jornalismo, o filho tinha pânico que os colegas de trabalho descobrissem sua ascendência. Nunca pensou em visitar o pai na cadeia ou em telefonar para ele após sua libertação. O filho condenou o pai e, neste livro, explica o porquê.

Não é de boa técnica redigir resenhas em primeira pessoa (embora a blogosfera esteja abarrotada de textos assim). Mas Condenáveis – um livro não ficcional, repleto de intimidades familiares e narrado em tom de diário – faz o leitor se sentir muito próximo dos personagens e praticamente o força a uma tomada de posição diante das situações apresentadas, o que, claro, acaba levando-o a ser pessoal. Então, nessa linha, vamos lá...

Recentemente, postei no Facebook as seguintes palavras da articulista Camila Kehl: “os melhores cronistas e escritores (...) têm coragem de se expor. Além da escrita, que deve ser de qualidade, (...) é fundamental oferecer o rosto a quem quiser bater; é essencial desnudar a alma”. Concordo inteiramente. E digo que Leonardo Torres produziu uma obra corajosa no sentido descrito por Camila. Ele expôs suas fraquezas e defeitos, admitiu sua condição homossexual, falou o que pensa de seu pai (conhecido na mídia como "Trovão")... O autor realmente desnudou sua alma em um texto simples (mas correto) e ágil, que – talvez por abordar um tema particularmente interessante para mim, a relação entre pai e filho – foi capaz de prender minha atenção até o final.

05/03/2013

Resenha: Aonde Quer Que Eu Vá

Livro de Cynthia França


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Milena Ferrara é mãe de duas filhas e esposa do renomado neurocirurgião Heitor Ravasco. Leva uma vida pacata, até o dia em que a jovem e sensual Florença cruza o seu caminho e coloca em xeque as suas convicções e o seu casamento. O que era um aparente conto de fadas transforma-se, de uma hora para outra, em um labirinto sem saída. Magoada e confusa, Milena se refugia na casa de sua avó, onde começa a questionar, pela primeira vez na vida, as escolhas do passado e tudo em que um dia acreditou. Em meio ao ajuste de contas consigo mesma, reencontra Marcelo, um antigo amor, e é testada como nunca imaginou ser possível. Aonde Quer Que Eu Vá é uma história tocante, que se constrói página por página. Cada descoberta nos mostra o quanto nossas escolhas podem impactar o destino e nos conduz à inevitável questão: o que realmente importa na vida?


A Cynthia ganhou minha admiração após eu ler seu primeiro livro, Por Linhas Tortas, que, apesar de trazer uma literatura mais voltada para o público feminino e diferente dos textos que estou acostumado a ler, conseguiu me encantar pela beleza e sensibilidade da história (leia a resenha). Aonde Quer Que Eu Vá carrega essas mesmas características e, em linhas gerais, traz um enredo com uma proposta semelhante: uma jovem mulher em busca da felicidade no amor. Para falar dessa bela obra, antes de tudo é preciso destacar a excelência da publicação. A Editora Asa de Papel fez um trabalho primoroso, da diagramação à capa, com especial destaque para a extraordinária revisão, algo raro de se encontrar fora das grandes editoras. O livro foi lido por mim e pela Luzia, que foi mais ágil na preparação do esboço de suas impressões sobre a trama. Sendo assim, decidimos que eu me encarregaria apenas deste primeiro parágrafo, ficando ela com a tarefa de elaborar a resenha propriamente dita. Bem, deixemos então a Luzia dar suas impressões sobre a história.

30/01/2013

Resenha: Contos Infantis Tornam-se Adultos

Livro de Sun Holiver


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No livro, os contos de fadas tradicionais e seus personagens são abordados sob uma nova ótica, com muita propriedade e bom humor.

Fábulas e narrativas alegóricas dão margem a uma miríade de interpretações. Em função disso, depois que li Ensaio sobre a Cegueira, acabei elaborando o texto aqui linkado, no qual analisei à minha maneira diversos detalhes da história de José Saramago. Seguindo uma linha análoga, Sun Holiver (que, apesar do nome, é uma escritora nacional) pega contos infantis tradicionais e faz uma leitura adulta dos elementos que compõem cada trama. Independentemente do real objetivo da autora, o leitor pode encarar o texto resultante de três formas: 1- a autora quer fazer crer que a visão apresentada por ela na verdade surgiu, de forma consciente ou inconsciente, da mente dos próprios autores originais dos contos; 2- a autora quer mostrar que essa visão foi sendo incorporada aos contos no decorrer do tempo, à medida que as histórias iam sendo passadas de uma pessoa à outra; 3- a autora quer apresentar sua interpretação particular, com enfoque adulto, sobre os contos.

De minha parte, li certo de que o objetivo da autora está no último item, o que talvez seja corroborado, de certa forma, por Celso Gutfreind, cujo texto na orelha diz: “(...) confirma os pensamentos de René Diatkine sobre a que vieram as histórias, que é para nos tornar mais aptos a inventar uma outra história.” E apenas por isso dei quatro estrelas à obra. O exercício interpretativo realizado por Sun, goste-se ou não do resultado, é um esforço intelectual/criativo merecedor de respeito.

25/01/2013

Resenha: Perspicácia

Livro de Marco Antonio Rodrigues


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O trabalho reúne 77 textos variados. Fala de atualidades e de antiguidades. Ora foca no espírito, ora nas dores, ora toca nas emoções, ora mexe com os instintos, mas em todos os momentos impõe introspecção e leva à reflexão. As páginas desta obra tranquilizam e nutrem, aquietam e impulsionam, tocam nas feridas de forma medicamentosa. É um livro leve, revigorante e, sobretudo, transformador.

Perspicácia não conta histórias. É um livro de ideias, que, como tal, acaba instigando o leitor a uma tomada constante de posição. Com certeza, ele concordará com alguns pensamentos do autor, discordará de outros e refletirá sobre os demais. E a expectativa de saber qual dessas três reações brotará ao final de cada conto é o que torna a leitura extremamente prazerosa. Eu, por exemplo, divergi completamente do que prega Marco Antonio em Royalties, senti profunda empatia pelo texto de Irresponsável Ajuda – no qual se lê “A responsabilidade tem de estar em todas as minhas atitudes. Contribuir para atrofiar o próximo é algo bizarro e mesquinho, principalmente quando essa atrofia é causada pelo funesto prazer de massagear meu ego” – e parei para pensar fundo após ler Abstração Concreta, tentando entender se o enunciado supostamente pretendido pelo autor se harmoniza com velhos pensamentos meus. Nesse conto, Marco Antonio brilhantemente escreve: “Quando eu compreender melhor os fios invisíveis que influenciam minha vontade, compreenderei melhor o porquê da incompreensão desse complexo sistema sem vida que comanda o ser animado.” Independentemente do que ele quis passar, tal frase dá margem a mil reflexões. Por isso é importante ler Perspicácia com calma. Só assim pode-se extrair o máximo de suas mensagens. E Marco Antonio ajuda o leitor nesse exercício, colocando ao final de cada conto um verbo que sagazmente o sintetiza.

19/01/2013

Décima entrevista de Sergio Carmach

A conversa aconteceu no Leitura de Ouro


Andressa Santos, editora do Leitura de Ouro, foi a décima blogueira a publicar uma entrevista com Sergio Carmach. Não deixem de conferir!

Trecho:

LO: Para as pessoas que estão começando a pensar em seguir o caminho da escrita, você tem alguma dica/conselho?
SC: Eu sempre digo para os aspirantes a escritor não se comportarem como bobos alegres, para não se iludirem. É preciso correr atrás daquilo que se quer com os dois pés no chão, sem cair em fantasias. Tolos sonham; sensatos objetivam.

14/01/2013

Para Sempre Ana entre as melhores leituras de 2012

Vale a pena conhecer


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Confira alguns blogs que colocaram o livro Para Sempre Ana entre as melhores leituras de 2012:

Minha Vida Literária (Aione Simões)
(Para Sempre Ana no top 12. Também presente na lista: Por Linhas Tortas, de Cynthia França)

Planet Pink (Natália Rabelo)
(Para Sempre Ana em 4o lugar; Por Linhas Tortas em 1º)

Livros e Séries (Nicole Weiss)
(Para Sempre Ana presente em 1º na categoria suspense/romance)

Blog da Catalina Terrassa
(Para Sempre Ana presente em 1º na categoria romance)

Se você não leu, peça o PDF gratuitamente para fazer uma resenha e ainda ganhe um livro. Veja detalhes aqui.

Veja a relação com as 104 resenhas do livro.

Valorize o escritor brasileiro!
Um grande abraço!
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