21/07/2011

Resenha: Questões do Coração

Livro de Emily Giffin

LEIA A RESENHA E PARTICIPE DO SORTEIO DE UM EXEMPLAR DE QUESTÕES DO CORAÇÃO. E QUEM GANHAR LEVARÁ TAMBÉM O LIVRO ÁGUA PARA ELEFANTES.
Assista ao sorteio

É interessante como a infidelidade sempre gera uma disputa entre os que cercam os envolvidos, ávidos por separar vítimas de culpados. Sempre? Em Questões do Coração, de Emily Giffin, o leitor tem a possibilidade de enxergar o tema de forma menos maniqueísta.

Na estória, de um lado temos Tessa, esposa de um renomado cirurgião pediátrico e mãe de dois filhos; do outro, temos Valerie, advogada e mãe solteira. Apesar de ambas morarem na periferia de Boston, as duas mulheres têm pouco em comum. Tessa desistiu da carreira em busca da felicidade doméstica, que parece ter encontrado ao lado de Nick, o estereótipo do marido perfeito; Valerie, por sua vez, carrega credenciais bem diferentes: é uma advogada que estudou em Harvard, mãe solteira de Charlie e, acima de tudo, desiludida no amor.

06/07/2011

Resenha: Justiça Secreta

Livro de Jack Higgins - uma "furada"?


Não se engane com esse vovô
Jack Higgins, James Graham, Martin Fallon e Hugh Marlowe nada mais são que pseudônimos de um escritor britânico oitentão chamado Harry Patterson, autor de dezenas de romances cheios de ação.

Em Justiça Secreta, de Higgins, a história se inicia em uma noite nova-iorquina escura e gelada, ocasião em que o presidente americano prepara-se para jantar com um velho conhecido. Ao mesmo tempo, alguém armado com seu fuzil AK está de tocaia para atirar contra o homem mais poderoso do planeta. Blake Johnson, importante agente secreto do governo, consegue impedir o atentado. Mas essa ação terrorista aparentemente isolada esconde algo muito maior, que põe em perigo a paz mundial. Em parceria com um herói da Inteligência Britânica – Sean Dillon, oriundo de outros romances de Higgins – Blake precisa trabalhar para identificar os integrantes dessa organização criminosa.

24/06/2011

Para Sempre Ana: debate no Skoob

Cena final: ficção ou realidade?




A contracapa de Para Sempre Ana traz uma representação livre do que poderíamos chamar de “a última cena do livro”. Achei interessante um detalhe: o leitor pode interpretá-la de várias maneiras. O personagem, que aparece na gravura com o braço direito estendido em meio à neblina, estaria viajando em uma ilusão? Estaria realmente vivendo uma realidade? O que você acha? Participe do debate no Skoob.

19/06/2011

Quem é Clara?

Novo lançamento da editora Caravansarai


Com amplos jardins repletos de palmeiras e construído no estilo neoclássico, o Museu da República (ou Palácio do Catete) é um ponto turístico e histórico do Rio de Janeiro. Palco de inúmeros acontecimentos políticos importantes, foi sede do governo federal entre 1897 e 1960, ano em que Juscelino Kubitschek o transformou em museu. Em 1989, ganhou um novo perfil cultural, passando a abrigar exposições, lançamentos literários, entre diversas outras manifestações artísticas.

18/05/2011

Resenha: Persuasão

Livro de Jane Austen


Oi, amigos do Recanto. Finalmente debuto no blog, quase um mês e meio depois do anúncio feito pelo Sergio. Ele me pediu para resenhar livros, mas isso exige tempo e dedicação. Como trabalho todos os dias, demorei a aparecer. Para iniciar a “labuta”, ainda em passo de estreante, escolhi um livro cuja leitura vinha adiando: Persuasão, de Jane Austen.

Na estória, Anne Elliot, nascida em uma família aristocrática inglesa do século XVIII, apaixona-se ainda jovem por Frederick Wentworth, um humilde porém ambicioso capitão da Marinha, de quem fica noiva. Apesar do sentimento mútuo que une o casal, Anne é persuadida por sua esnobe família a rejeitar a oficialização do enlace. Ofendido com a recusa, o rapaz parte para longe, só retornando anos depois, já rico. A protagonista, então solteirona, reencontra seu grande amor e, mais uma vez, vê-se obrigada a considerar os antigos impedimentos que a afastaram do homem que ainda ama.

19/04/2011

Refletindo sobre o texto de Saramago

Reflexões sobre a cegueira

Atenção: contém informações que alguns leitores podem considerar como spoilers.

A cegueira causada pela ausência de "percepção filosófica" está arraigada no cotidiano terreno de todos os membros ditos normais da sociedade, tendo sido isso muito bem demonstrado em Ensaio sobre a Cegueira. O texto do livro compõe uma espécie de parábola, que, como convém a esse tipo de literatura, é dissertado através de metáforas e simbolismos.

É interessante observar que parte da sinopse da estória de Saramago pode ser vista como um dos aspectos da evolução cultural de uma sociedade. Então, vejamos: um homem é acometido por uma luz inexplicável que obstrui sua visão. A cegueira radiante passa a contagiar os que
Seres humanos: imitadores cegos do que dita a cultura?
miram seu olhar, fazendo cada contaminado adquirir igual poder. Em pouco tempo, todos estão cegos pela mesma treva branca, sendo obrigados a agir, ainda que a contragosto, de acordo com as limitações impostas por ela. Essa síntese pode ser facilmente associada à seguinte: um grupo primitivo entrega-se a costumes e ritos cegos, que suprem a angústia ocasionada pela ignorância. A cegueira providencial rapidamente se consolida entre todos os membros, perpetuando-se na forma de tradições coercitivas. Desta forma, o senso coletivo e irracional impede o desenvolvimento do pensamento. Tem-se aí a cegueira de caráter mais amplo, a cultural.

08/04/2011

Resenha: Luta nas Classes

"E o salário, ó!"


Sabe aquelas situações forçosamente enfadonhas, em que 15 minutos parecem 2 horas? Isso acontece quando se está no metrô indo para o trabalho, ou naquela fila interminável do banco... Pois é. Essa é a hora de sacar o Luta nas Classes. Assim, em vez de ficar pensando como será insuportável o dia no escritório ou de que maneiras se poderia esfolar o gerente de sua agência, que não coloca caixas suficientes à disposição dos clientes, você irá desanuviar a mente com um texto agradável. “Agradável? Um livro marxista?”, devem estar pensando alguns leitores. Mas calma aí! Não estou falando da luta de classes, e sim do livro de Bernardo Jablonski (isso mesmo! O organizador do livro do Fernando Caruso) e Ronald Fucs, Luta nas Classes – 1.001 Maneiras de Detonar Seu Professor (nova edição: revista, aumentada e piorada) (Ed. Caravansarai), um texto bem bobo. “Bobo?” Sim, isso mesmo, mas não idiotamente bobo. Até para dizer bobeiras é preciso talento (as figuraças do Casseta & Planeta que o digam). Eu diria, então, que o livro é divertidamente bobo. Os autores têm mais de três décadas de experiência como professores e sabem satirizar como ninguém o universo escolar e acadêmico, do Ensino Fundamental à Pós-Graduação.

06/04/2011

Entrevista com Sergio Carmach

A primeira entrevista


Clique no banner para ler toda a entrevista
Trecho: "Discordo do senso comum e defendo que o sentimento pode (e deve!) brotar do pragmatismo e da racionalidade. Veja o exemplo do músico. Antes de compor, ele sabe que sua canção não pode passar de tantos minutos (caso contrário, as rádios não tocarão), que a passagem de um tom maior para um tom menor provoca uma sensação de melancolia no ouvinte, que determinada harmonia é mais adequada a certo estilo musical etc. Com base nesses elementos racionais, ele produz sua obra emotiva. Se você, como autor, consegue escrever ao léu e, ao final, ter um texto maravilhoso em todos os sentidos, considero-o um gênio. Pelo menos para mim, a emoção não é nada sem planejamento e técnica. E, Anne, a técnica está passando longe de muitos aspirantes a escritor, começando pelo quesito “Português”. Eu tenho lido amostras de livros terríveis por aí. Acho incrível a quantidade de gente que escreve sem ter noções mínimas de pontuação, regência, construção frasal, coesão textual e por aí vai. Isso é o mesmo que eu querer ser piloto de F1 sem saber nada de mecânica e direção."

05/04/2011

Uma nova maneira de postar

Cala a boca e escuta


Interessante a ideia da Jéssica Helena. Ela segue uma tendência mais intelectualizada e, julgando que suas postagens escritas não estavam sendo muito lidas, partiu para uma maneira alternativa e, segundo ela, mais eficaz de (literalmente) falar com seu público: o VLOG. Bem, vou parar por aqui e obedecer ao que diz o título da página onde se encontram os vídeos com as mensagens orais da Jéssica: Cala a boca e escuta. Vejam lá (e escutem)! Abraços.

31/03/2011

Caruso e Jablonski lançam livro no Rio

Uma incrível loucura chamada Z.É.


Como anunciei, compareci ao lançamento do livro de Fernando Caruso e Bernardo Jablonski (organizador). Acima, eu (à esquerda) posando com a dupla. Os dois exemplares autografados que você vê na foto foram sorteados.

Veja abaixo tudo o que aconteceu nesse dia incrível.

17/03/2011

Resenha: Mentes Perigosas

Autoajuda travestida de ciência para leigos


Após ler Mentes Perigosas, tive uma sensação de que algo não se encaixava no discurso da autora, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. O livro não me passou credibilidade técnica, assemelhando-se mais a uma conversa de bar, na qual uma amiga psiquiatra (a autora) aconselha informalmente alguém curioso ou com problemas pessoais (o leitor). Pensei: “Como um livro tão vazio de conteúdo pode estar fazendo sucesso?” E, de imediato, veio-me a (óbvia) resposta: “Ora, foi justamente esse tom de autoajuda – descompromissado e amistoso, mas com um verniz supostamente científico - que conquistou as pessoas.”

Se o subtítulo fosse trocado de O psicopata mora ao lado para Aprenda a reconhecer um psicopata para proteger-se, exprimiria com exatidão aquilo que o livro pretende transmitir. Mas a “aula”, como dito, não traz elementos técnicos mais profundos para embasar as opiniões da autora. Ela inicia o texto discorrendo sobre “consciência”, diferenciando o “estar consciente” (a capacidade de manter a mente em estado de vigília) do “ser consciente” (em linhas gerais, a capacidade de amar o próximo). O psicopata, detentor de uma mente incapaz de “ser consciente”, seria um “parasita social”, um “vampiro” pronto a sugar toda a energia de suas vítimas para explorá-las egoisticamente. Foi dessa abordagem que decorreu a sensação que mencionei no início do primeiro parágrafo. Condenar, categoricamente, alguém por agir conforme sua natureza não seria um paradoxo? Não seria mais profissional uma análise serena e profunda da questão, com posteriores sugestões de como equacioná-la?

07/03/2011

Literatura & música

Quando a literatura inspira a música


Beethoven
Friedrich von Schiller
Embora muitos não saibam, não é de hoje que músicos se inspiram em obras literárias para compor suas canções. É clássica (desculpem o trocadilho) a história da criação da Ode à Alegria, em 1823, por Beethoven, que acabou imortalizando o poema homônimo de Friedrich von Schiller, escrito em 1785. É quase impossível você não conhecer esse trecho da Nona Sinfonia, mas alguns leitores podem não estar ligando o nome à melodia (se for o caso, escute).

Com o surgimento do cinema, muitos adeptos dessa nova arte passaram a animar os personagens literários em suas películas. Foram tantas as histórias adaptadas até o dia de hoje que não é difícil elaborar uma extensa relação de filmes baseados em livros. Mas a tarefa não é tão fácil quando falamos de adaptações para a música, embora essa prática, como dito no início deste artigo, seja bem antiga.

04/02/2011

Stephen contra Stephenie

Velho rei fala da nova rainha



A antiga polêmica envolvendo as declarações de Stephen King sobre os trabalhos de J.K.Rowling e Stephenie Meyer continua atual e despertando debates internet afora. Como muitos já devem saber, o consagrado autor declarou que Rowling “é uma fantástica escritora” e que Stephenie Meyer “não consegue escrever nada que preste”. No vídeo ao lado, postado no YouTube pela agência espanhola Europa Press, vê-se que a criadora de Bella e Edward é tachada de “medíocre” por King.

27/01/2011

O cágado de Chico Buarque

Leite Derramado e o Prêmio Jabuti


Nivaldo Cordeiro se classifica como “um espectador engajado” e, em seu site, utiliza uma frase do filósofo Raymond Aron para exprimir sua forma de pensar e de ver o mundo: "O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade, para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência – ou seja, sua ignorância e arrogância – aos seus concidadãos."

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